BARCA DO PESCADOR

Por entre ondas vencidas e rotas incertas, sigo o rasto da espuma de um olhar ....



ela foge da alegria que não fica
pelo vazio da vontade em querer
desculpa-se ligeira de quem critica
por conta daquilo que queria ter




tenta encurtar o rumo que lhe foge
e amarga aquilo que não foi um erro
guarda aquilo que ninguém escolhe
gritando a dor à luz de um segredo











pesada a distancia que voa sem destino
na brisa quente que ecoa em silêncio
trazia na boca a rosa e o espinho
e na alma a dor de um só lamento






Foi ela aquela que nela a separa
da linha que nasceu do desespero
Choraste a dor às mãos de uma alma
com a chuva que a cair eu espero













HOUVE UMA DIA, AQUI NA BARCA,


EM QUE EU DISSE QUE IA SENTIR A TUA FALTA !!
E SENTI, MUITO MAIS DO QUE AQUILO



QUE EU DEMONSTREI OU DEIXEI TRANSPARECER !!
HOJE REENCONTREI-TE,



NA CONFIANÇA QUE VOLTASTE A DEPOSITAR NAS MINHAS MÃOS,






E NA DOR QUE EU SENTI AQUI DENTRO POR TE VER A SOFRER,

E NÃO PODER FAZER NADA !!
APENAS CONSOLAR-TE COM PALAVRAS
TU ÉS ALGUÉM QUE EU TENHO A CERTEZA


QUE EU CONHEÇO DESDE SEMPRE, DOUTRAS VIDAS ...


EM OUTROS MUNDOS !!
HOUVE UM DIA EM QUE EU PENSEI QUE TE TINHA PERDIDO ...
MAS HOJE EU TENHO A CERTEZA



QUE NÓS NUNCA NOS VAMOS PERDER UM DO OUTRO !!
POR VEZES SINTO-ME COMO O TEU ANJO DA GUARDA ;-) !!
MAS HOJE TROCAVA TUDO PARA NÃO TE OUVIR A CHORAR,



PARA NÃO SENTIR ESSA TUA DOR TÃO SINCERA E ANGUSTIANTE,


HOJE GASTAVA OS TRÊS DESEJOS CONTIGO !!
MAS TU ÉS UMA MULHER FORTE



QUE VAI DAR A VOLTA POR CIMA,






PORQUE QUALQUER QUE FOSSE A DECISÃO
ELA IRIA SEMPRE ESCONDER UMA DOSE BRUTAL DE AMOR
E UM NADA ABSOLUTO DE EGOISMO.
EXISTEM AMIGAS QUE DEVEMOS AMAR







E TU PERTENCES A ESSA ESTRANHA E RARA CATEGORIA

;-)


BJS DOCES DE QUEM TE QUER MUITO


E QUE NESTA SEMANA NUM DIA QUE AINDA HÁ DE CHEGAR,
HÁ DE ESTAR AO TEU LADO,

A SEGREDAR UMA COISA DOCE AO TEU OUVIDO

;-)

PESCADOR






Olá Mar...!!

...
Por vezes deixo-me ficar aqui, sentado na minha cama a pensar nela...., a pensar em ti, a tentar lembrar-me da segunda vez...
Da segunda vez que te vi..., que a vi..., a ela.
Quando te vi, bronzeada, estendida na areia, pensei que beleza é algo que assume contornos estranhos, e que a visão é tão facilmente vitima das bebedeiras do sentir.
Contudo estas divagações perdem razão de ser porque a minha existência actual é passado, e não posso orientá-la por aquilo de que tenho medo, tanto mais, que no fundo e à primeira vista eu não tenho nada, a ser esta visão de ti, quando te vi assim, pela segunda vez.
Sabes eu quis....,
eu quis naquele momento aproximar-me de ti e dizer olá, e sabes, fi-lo, mas fi-lo porque talvez a ausência que nos consome quando a espera de algo nos atormenta, se torna num querer que foi suficentemente forte para abafar a minha então tão estranha timidez e ou falta de coragem.
Mas no entanto, tive medo ao aproximar-me, medo de que te apercebesses que eu tremia, pois embora tivesses ali deitada, eu sentia que tu eras ela, aquela que dava forma à coragem para não fugir da metade que nos completa, a forma que nos leva a transcender esta existência mundana.
Naquela praia, trazida pelo vento foste uma carta que chegou trazendo vida em forma de letras, uma vida que era despida de palavras e frases. Ali deitada eras música a ecoar nos meus ouvidos. E bastou que esta fosse apenas a segunda vez que te via..., bastou que eu entendesse que contigo tudo era anormal, que eras capaz de me levar a entender o inexplicável, a voar criando asas no meu coração.
E eu voei, agarrado a sensações que transcendiam aquela praia que apesar de tudo era o centro do universo. E foi navegando neste olhar para ti que eu ouvi a tua resposta ao meu olá.
Chamaste-me e eu vim, dizeste para me sentar aqui, ali ao teu lado, e eu lá estava, sentado. Porém, quando dei comigo sentado ao teu lado a trocar algumas impressões com alguém que estava a ver pela segunda vez, sobre o tudo que existe no nada, sobre o azul e a madrugada, foi nesse preciso momento, que percebi que me estava a perder...., a perder nesse mundo novo, único e irreal, que existia somente quando eu olhava para ti, para esse olhar profundo, intangível e talvez tão pouco teu..
Agora que eu olho para trás, tenho a certeza que quando te vi deitada na praia, naquela segunda vez, foi nesse segundo feito uma eternidade que me apaixonei , e foi nesse preciso momento que eu me perdi.
Em segredo, de quem sabe que se está a perder.
Bjs
Pescador




Finais de Agosto de 1997







Não…,
não está a chover
nem sequer é Novembro
E as folhas secas
pintam as flores no Jardim
E eu tenho a certeza
daquilo que eu me lembro
Existe sempre um princípio
a seguir a um fim













Enganas-te se pensas
que a vida sumiu
Pois esta noite
é uma tarde de Verão
Onde a água na praia,
foi o fim de um rio
E o anel sem dono,
a chave do teu coração





...




Olha…,
às vezes o vento é cruel
e traz-nos a dor
E quando ela vem eu fujo
e escondo-me na multidão
E recordo sem sentido
que se sente sempre o amor
Mesmo quando ele desaparece,
e deixa a dor no coração

Esta estrofe é
mas não foi feita para chorares
Porque o sofrimento era dela
e a noite também
E aquele que te fica a falar
Palavas que pintam de azul o mar
Não existe…,
não existiu…,
não é ninguém

 


 
Tu, que te escondes atrás de um livro aberto
à margem de um sotaque com açucar
preso a um passado,
que perto fica quieto
junto a um ecrã,
que se mexe só sem vida





" São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama "


















" A gente vive na mentira

Já nem dá conta do que sente"








Tu, que soletras um mundo de silêncio
à sombra da luz tapada pela lua
tocas a minha alma
com gotas de incenso
mudas os sentidos
que nascem na rua































Tu, que mergulhas fundo na ausência
da palavra que foge do lamento
encontras nela
a razão da demência
que um grito tem
num quarto escuro e mudo



" Que ter um coração que mente"

Tu, que encontras a razão perdida
para desistir e não voltar a tentar
deixas-te ficar quieto e mudo
presa ao um passado
que já não quer voltar
 





tu...




NOTA: Tu, que lês estas palavras... que estás ai, por detrás
das tuas palavras, olhando um monitor...


nestes meses que passaram escrevi muito...


dezenas de posts poderiam ser "pintados" na Barca, com tudo aquilo que já escrevi !!
E no entanto sinto-me preso de movimentos... parece que por aqui os movimentos entram em slowmotion.... .
Custa agarrar as palavras e dispô-las por aqui...
Distancia entre a minha pessoa e a barca aumentou, e apesar do esforço que foram as ultimas braçadas, parece que a distancia ainda não encurtou !!
Não percebo...

E já são tantos os pedidos de desculpa a que me vejo "obrigado"...,
pela promessa de um mail, de uma palavra, de uma visita....
...

medo pelo Pescador, medo que ele volte adormecer...



N.

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Sou apenas um homem feito pescador que conhece o vento e a lingua que as ondas falam
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