A barca anda um pouco a deriva ... , mas um dia ela irá encontrar novamente o seu rumo ... nos entretantos o pescador vestiu uma nova roupa e por vezes encontra-se por aqui...
Por entre ondas vencidas e rotas incertas, sigo o rasto da espuma de um olhar ....
sexta-feira, junho 28, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
terça-feira, novembro 20, 2012
terça-feira, outubro 30, 2012
sexta-feira, outubro 05, 2012
No Coração, Talvez
“
No
coração talvez, ou diga antes:
Uma
ferida rasgada de navalha,
Por
onde vai a vida, tão mal gasta
Na
total consciência nos retalha
O
desejar, o querer, o não bastar
Enganada
procura da razão
Que
o acaso de sermos justifique,
Eis
o que dói, talvez no coração.”
José Saramago - No Coração, Talvez
terça-feira, setembro 04, 2012
PALAVRAS E SENTIMENTOS
EXISTEM PESSOAS TÃO POUPADAS
COM AS PALAVRAS E OS SENTIMENTOS
QUE EU CHEGO A ACREDITAR
QUE ELAS ACREDITAM
QUE O CORAÇÃO E A ALMA
PAGAM JUROS
PARA AS PODER GUARDAR....
...
NADA MAIS ERRADO ....
POIS COM O TEMPO E O SILÊNCIO
ESSAS PALAVRAS E SENTIMENTOS
APENAS SE DESVALORIZAM.
NADA MAIS DO QUE ISSO ....
quarta-feira, julho 25, 2012
terça-feira, julho 24, 2012
Um dia escreveste...
Ainda não me conhecias e uma vez escreveste o seguinte ...
« " O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem."
Se for mesmo ele, ..fica. »
Eu quero ser
eu quero estar...
mas não basta eu querer...
não basta eu ficar ...
terça-feira, julho 03, 2012
Madre ...
" Por todas as razões e mais uma.
Esta é a resposta que costumo dar-te
quando me perguntas por que razão te amo.
Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém.
Porque não pode haver
nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas
e porque me libertas
e porque fazes sentir-me bem.
E porque me surpreendes
e porque me sufocas
e porque enches a minha alma de mar
e o meu espírito de sol
e o meu corpo de fadiga.
E porque me confundes
e porque me enfureces
e porque me iluminas
e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te
e porque tenho necessidade de te amar
e porque amar-te é uma aventura.
Amo-te porque sim
mas também porque não
e, quem sabe, porque talvez.
E por todas as razões que sei
e pelas que não sei
e por aquelas que nunca virei a conhecer.
E porque te conheço
e porque me conheço.
E porque te adivinho.
Estas são todas as razões.
Mas há mais uma:
porque não pode existir outra como tu. "
...
amo-te pelos teus defeitos refinados
e amo-te pelas tuas virtudes raras ...
Não Pode Existir Amor Sem Verdadeira Troca
" Não te lembras de ter encontrado na vida aquela que se considera um ídolo?
Que havia ela de receber do amor?
Tudo, até a tua alegria de a encontrares, se torna homenagem para ela.
Mas, quanto mais a homenagem custa, mais vale: ela saborearia melhor o teu desespero.
Ela devora sem se alimentar.
Ela apodera-se de ti para te queimar à sua honra.
Ela é semelhante a um forno crematório.
Ela, na sua avareza, enriquece-se de várias capturas, julgando encontrar a alegria nessa acumulação.
E não acumula mais do que cinzas.
Porque o verdadeiro uso dos teus dons era caminho de um para o outro, e não captura.
Ela verá penhores nos teus dons e abster-se-á de tos conceder em paga.
Na falta de arrebatamentos que te satisfariam, a falsa reserva dela far-te-á ver que a comunhão dispensa sinais.
É marca da impotência para amar, não elevação do amor.
Se o escultor despreza a argila, terá de modelar o vento.
Se o teu amor despreza os sinais do amor a pretexto de atingir a essência, o teu amor não passa de um palavreado.
Não descuides as felicitações, nem os presentes, nem os testemunhos.
Serias capaz de amar a propriedade, se fosses excluindo dela, um por um, como supérfluos, porque particulares demais, o moinho, o rebanho, a casa?
Como construir o amor, que é rosto lido através da urdidura, se não há urdidura sobre a qual escrever?
Sem cerimonial de pedras, não haveira catedral.
Nem haverá amor sem cerimonial em vistas do amor.
Eu só atinjo a essência da árvore se ela modelou lentamente a terra segundo o ceriomonial das raízes, do tronco e dos ramos.
Nessa altura, ela é una.
Tal árvore e não uma outra.
Mas aquela acolá desdenha as trocas, que a haviam de fazer nascer.
Ela procura no amor um objecto capturável.
E esse amor não tem significado algum.
Ela julga que o amor é presente que ela pode fechar nela.
Se tu a amas, é porque ela te conquistou.
Ela fecha-te nela, convencida de enriquecer.
Ora o amor não e tesouro a conquistar, mas obrigação de parte a parte, fruto de um cerimonial aceite, rosto dos caminhos da troca.
Jamais essa mulher nascerá.
Só de uma rede de laços se pode nascer.
Ela continuará a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos.
Ela há-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas.
Tu não podes atribuir nada a ti próprio.
Não és cofre nenhum.
És o nó da diversidade.
O templo, também é sentido das pedras."
Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela"
Que havia ela de receber do amor?
Tudo, até a tua alegria de a encontrares, se torna homenagem para ela.
Mas, quanto mais a homenagem custa, mais vale: ela saborearia melhor o teu desespero.
Ela devora sem se alimentar.
Ela apodera-se de ti para te queimar à sua honra.
Ela é semelhante a um forno crematório.
Ela, na sua avareza, enriquece-se de várias capturas, julgando encontrar a alegria nessa acumulação.
E não acumula mais do que cinzas.
Porque o verdadeiro uso dos teus dons era caminho de um para o outro, e não captura.
Ela verá penhores nos teus dons e abster-se-á de tos conceder em paga.
Na falta de arrebatamentos que te satisfariam, a falsa reserva dela far-te-á ver que a comunhão dispensa sinais.
É marca da impotência para amar, não elevação do amor.
Se o escultor despreza a argila, terá de modelar o vento.
Se o teu amor despreza os sinais do amor a pretexto de atingir a essência, o teu amor não passa de um palavreado.
Não descuides as felicitações, nem os presentes, nem os testemunhos.
Serias capaz de amar a propriedade, se fosses excluindo dela, um por um, como supérfluos, porque particulares demais, o moinho, o rebanho, a casa?
Como construir o amor, que é rosto lido através da urdidura, se não há urdidura sobre a qual escrever?
Sem cerimonial de pedras, não haveira catedral.
Nem haverá amor sem cerimonial em vistas do amor.
Eu só atinjo a essência da árvore se ela modelou lentamente a terra segundo o ceriomonial das raízes, do tronco e dos ramos.
Nessa altura, ela é una.
Tal árvore e não uma outra.
Mas aquela acolá desdenha as trocas, que a haviam de fazer nascer.
Ela procura no amor um objecto capturável.
E esse amor não tem significado algum.
Ela julga que o amor é presente que ela pode fechar nela.
Se tu a amas, é porque ela te conquistou.
Ela fecha-te nela, convencida de enriquecer.
Ora o amor não e tesouro a conquistar, mas obrigação de parte a parte, fruto de um cerimonial aceite, rosto dos caminhos da troca.
Jamais essa mulher nascerá.
Só de uma rede de laços se pode nascer.
Ela continuará a ser semente abortada, poder por empregar, alma e coração secos.
Ela há-de envelhecer funebremente, entregue à vaidade das suas capturas.
Tu não podes atribuir nada a ti próprio.
Não és cofre nenhum.
És o nó da diversidade.
O templo, também é sentido das pedras."
Antoine de Saint-Exupéry, in "Cidadela"
quarta-feira, junho 20, 2012
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda.
" Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda.
Chega-se sempre à primeira frase, ao primeiro número da revista, ao primeiro mês de amor. Cada começo é uma mudança e o coração humana vicia-se em mudar. Vicia-se na novidade do arranque, do início, da inauguração, da primeira linha da página branca, da luz e do barulho das portas a abrir.
Começar é fácil. Acabar é mais fácil ainda. Por isso respeito cada vez menos estas actividades.
Aprendi que o mais natural é criar e o mais difícil de tudo é continuar. A actividade que eu mais amo e respeito é a actividade de manter.
Em Portugal quase tudo se resume a começos e a encerramentos. Arranca-se com qualquer coisa, de qualquer maneira, com todo o aparato. À mínima comichão aparece uma ‘iniciativa’, que depois não tem prosseguimento ou perseverança e cai no esquecimento. Nem damos pela morte.
É por isso que eu hoje respeito mais os continuadores que os criadores. Criadores não nos faltam. Faltam-nos continuadores. Faltam-nos tenentes. Heróis não nos faltam. Faltam-nos guardiões.
É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas – sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades – é o que distingue os seres humanos. O nascimento e a morte não têm valor – são os fados da animalidade. Procriar é bestial. O que é lindo é educar.
Estou um pouco farto de revolucionários. Sei do que falo porque eu próprio sou revolucionário. Como toda a gente. Mudo quando posso e, apesar dos meus princípios, não suporto a autoridade.
É tão fácil ser rebelde. Fica tão bem ser irreverente. Criar é tão giro. As pessoas adoram um gozão, um malcriado, um aventureiro. É o que eu sou. Estas crónicas provam-no. Mas queria que mostrassem também que não é isso que eu prezo e que não é só isso que eu sou.
Se eu fosse forte, seria um verdadeiro conservador. Mudar é um instinto animal. Conservar, porque vai contra a natureza, é que é humano. Gosto mais de quem desenterra do que quem planta. Gosto mais do arqueólogo do que do arquitecto. Gosto de académicos, de coleccionadores, de bibliotecários, de antologistas, de jardineiros.
Percebo hoje a razão por que Auden disse que qualquer casamento duradoiro é mais apaixonante do que a mais acesa das paixões. Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salva-las desse destino é a coisas mais bonita que se pode fazer. Haverá verbo mais bonito do que ‘salvaguardar’? É mais fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Isto ensinou-me o amor da minha vida, rapariga de esquerda, a mim, rapaz conservador. É por esta e por outras que eu lhe dedico este livro, que escrevi à sombra dela.
Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como galinhas. O difícil é continuar.
Este livro é uma série de começos contrariados. Tem muita mentira, muito desespero, muita invenção. Mas tem também uma vontade. A vontade que tem é de cegar perante as luzes da nossa idade – o elogio do eu e da sua expressão – para reaver os sons e os cheiros das coisas que duram. O amor, a Pátria, a amizade, o sangue, o pão. É nestas coisas que acredito. Isto é mesmo verdade.
Não estou a brincar. Estou arrependido. A minha função não é criar – é presenciar. Não é tanto ser esperto, como despertar. Fico feliz, não quando invento, mas quando descubro. A minha missão não é achar, no sentido de quem opina. É achar no sentido de quem encontra. Não é abrir nem fechar – é tentar ver e querer revelar. É assim que a honra do jornalismo é mais nobre e antiga do que hoje é moda pensar.
Sou conservador não por natureza, mas por convicção. Infelizmente, há uma diferença. Quem escreve tem a obrigação de achar uma verdade. Nesse aspecto, algumas destas crónicas – sem dúvida as menos divertidas – saíram bem. Não foi sorte nem feitiço nem jeito. Foi um trabalho que eu tive. Foi qualquer coisa – por muito mesquinha e muito enganada – que eu continuei e que hoje me orgulho de continuar. "
Prefácio do Livro " As minhas aventuras na República Portuguesa " - Miguel Esteves Cardoso
terça-feira, novembro 22, 2011
So this is how the story went
So this is how the story went
I met someone by accident
who blew me away
who blew me away
It was in the darkest of my days
When you took my sorrow and you took my pain
And buried them away, you buried them away
And I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face against the morning sun
But like everything I've ever known
you'll disappear one day
So I'll spend my whole life hiding my heart away
I dropped you off at the train station
And put a kiss on top of your head
I watched you wave
I watched you wave
Then I went on home to my skyscrapers
Neon lights and waiting papers
That I call home
I call that home
I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face against the morning sun
But like everything I've ever known
You'll disappear one day
So I'll spend my whole life hiding my heart away
Away
I woke up feeling heavy hearted
I'm going back to where I started
The morning rain
The morning rain
And though I wish that you were here
On that same old road that brought me here
Is calling me home
Is calling me home
I wish I could lay down beside you
When the day is done
And wake up to your face against the morning sun
But like everything I've ever known
You'll disappear someday
So I'll spend my whole life hiding my heart away
I can't spend my whole life hiding my heart
away
.
quinta-feira, maio 19, 2011
quarta-feira, março 23, 2011
My Father's Eyes
Meu Deus,
custa tanto deixa-lo..
ainda para mais
quando os seus olhos e braços
pedem o meu colo de volta...
e para ele voltam
repetidamente...
até que eu me obrigo a
deixá-lo ...
e venho-me embora ...
com
lágrimas escondidas
nos olhos de um pai !!
custa tanto deixa-lo..
ainda para mais
quando os seus olhos e braços
pedem o meu colo de volta...
e para ele voltam
repetidamente...
até que eu me obrigo a
deixá-lo ...
e venho-me embora ...
com
lágrimas escondidas
nos olhos de um pai !!
quarta-feira, março 09, 2011
domingo, fevereiro 13, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Desabafos de um pai ( I )
10 de Fevereiro
Ontem vi-te meu filho... preso a aquele maldito carro que a tua mãe teima em utilizar até exaustão. Vinhas acordado com teus olhos enormes a estranharem tudo aquilo que a vida te teima em dar.
Pedi a tua mãe se te podia agarrar e a resposta dela foi o silêncio com que te levou para o quarto apenas interrompido pelas chaves que selaram a muralha que me separa de ti.
...
Sabia que ia doer, mas não sabia que ia doer assim tanto
Bj doce meu filho
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Tu és sushi...
TU ÉS UM ABRAÇO DOCE E APERTADO
E UMA MÃO TEMEROSA E FUGIDIA
TU ÉS UM SORRISO NUM LADO DA VIDA
E UM VELEIRO NA VIDA NUM OUTRO LADO
TU ÉS UM LAIVO DE LOUCURA PERANTE O DESAFIO
E O MEDO DE SER ABERTAMENTE DESAFIADA
TU ÉS UM SORRISO QUE PREENCHE o VAZIO
E ASAS LIVRES QUE NÃO PODEM SER MANIETADAS
TU ÉS A VONTADE DE AMAR À LUZ DO CÉU
E O MEDO DE SER AMADA EM VOLTA DA FOGUEIRA
TU ÉS A GARGALHADA INGÉNUA DE UMA CRIANÇA
E O TEMPERAMENTO IRRASCÍVEL DE UMA MULHER
TU ÉS UM BOLO DE SORTE NUM RESTAURANTE CHINÊS
E UMA HORTESENSE LARANJA NA MESA DE UMA ILHA
TU ÉS O SEGREDO DE UMA CONFIDÊNCIA PARTILHADA
E O SILÊNCIO DE PALAVRAS QUE NÃO NASCEM
TU ÉS UMA CURVA ESGUÍA NUMA COLINA DOCE DE LISBOA
E A LINHA DE UMA ONDA SELVAGEM NUM MAR SALGADO
TU ÉS O SOM ENVOLVENTE DA MUSICA QUE NUNCA TE VIU
E UM MERGULHO NUMA NOITE SECA DE PALAVRAS
TU ÉS UM OLHAR CARENTE QUE MENDIGA UM TOQUE
E A ESCURIDÃO DE OLHOS QUE IRRADIAM LUZ
TU ÉS O CHÃO QUENTE DE UMA COZINHA NO VERÃO
E A PAREDE ÁSPERA DE UMA LAREIRA NO INVERNO
TU ÉS UM PAR DE ASPAS E UM PONTO DE EXCLAMAÇÃO
E UMA CAMBALHOTA COM DÚVIDAS E RETICÊNCIAS
TU ÉS MAIS DO QUE AQUILO QUE NÃO ÉS
PORQUE NADA MAIS SABES SER
E SENDO, ÉS SEMPRE MAIS DO QUE AQUILO
QUE UM DIA PENSASTE QUE SERIAS
TU ÉS SUSHI ....
LOL ...
terça-feira, fevereiro 01, 2011
TU, segunda pessoa do singular
SE EU NÃO CONHEÇO
UM COMEÇO
POR ONDE EI EU
DE COMEÇAR
E PORQUE É QUE
EU DISFARÇO
AQUILO QUE NÃO
DEVIA DISFARÇAR
O SABOR DA PARTILHA
MAS NÃO TOQUES
NO MEU ESPAÇO
TU ÉS O MAR
E EU SOU UMA ILHA
EU SOU UM PONTO
E TU UM TRAÇO
NÃO ME FALES,
NÃO ME TOQUES
NADA ESTÁ FEITO,
TUDO ESTÁ PRONTO
EU FUGIR!?!?,
NÃO, TU É QUE FOGES
EU SOU O TRAÇO
TU É QUE ÉS O PONTO
(...)
( "poema" absolutamente incompleto... à espera de inspiração talvez...)
UM COMEÇO
POR ONDE EI EU
DE COMEÇAR
E PORQUE É QUE
EU DISFARÇO
AQUILO QUE NÃO
DEVIA DISFARÇAR
MERGULHO NUA
NUMA GARGALHADA
PARA VOLTAR SECA
DE SORRISOS
SINTO-ME CARENTE,
AMALDIÇOADA
SEM DIREITO A ROSA,
SÓ NARCISOS
EU QUERO O SABOR DA PARTILHA
MAS NÃO TOQUES
NO MEU ESPAÇO
TU ÉS O MAR
E EU SOU UMA ILHA
EU SOU UM PONTO
E TU UM TRAÇO
NÃO ACERTO O PASSO
QUE DOU
ELE NÃO ME LEVA
PARA LUGAR NENHUM
E FICO EM PENSAR
EM QUEM EU SOU
E SE ALGUM DIA
DOIS VÃO SER UM
NÃO ME FALES,
NÃO ME TOQUES
NADA ESTÁ FEITO,
TUDO ESTÁ PRONTO
EU FUGIR!?!?,
NÃO, TU É QUE FOGES
EU SOU O TRAÇO
TU É QUE ÉS O PONTO
(...)
( "poema" absolutamente incompleto... à espera de inspiração talvez...)
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