BARCA DO PESCADOR

Por entre ondas vencidas e rotas incertas, sigo o rasto da espuma de um olhar ....

Senyores: des que só entrat,



......no ha una hora,


ja el meu cor trobe robat


......d’una senyora.






Só entrat en aquest ball


......per mon delit:


entrí sa i eixiré mal


......d’amor ferit.


Per bé que entrí reposat,


......en esta hora


ja el meu cor trobe robat


......d’una senyora.






Entrí io sense dolor


......ni cosa alguna,


i eixiré ferit d’amor,


......per ma fortuna;


i la qui m’ha mal tractat


......és balladora:


ja el meu cor trobe robat


......d’una senyora.






És donzella molt galana


......entre donzelles;


és discreta i molt humana,


......bella entre belles.


Puix donzella m’ha nafrat


......i m’enamora,


ja el meu cor trobe robat


......d’una senyora.



Juan de Timoneda
In Cancionero llamado Flor de Enamorados.





Sentada junto a uma árvore, que ali apareceu

Com duas folhas amarelas que o sol tingiu
Com ninhos de pássaros, onde nada nasceu
Junto a uma estrada, por onde alguém fugiu







Não consegue, nem ninguém lhe ajuda’andar
Tudo anda à sua volta, num mundo a ruir
E a falar também não lhe consigo explicar
Que a cura da doença, é apenas tentar sorrir







Será que algum dia existiu, ou ainda existe !?!
Será melhor parar ou continuar a correr ?!?
Sonha com um passado, aonde o futuro desiste
daquela que ela é , e que nunca quis ser ...







Perdida no vazio, não sei o que lhe dizer
Qual é a música que tenho que lhe tocar
Em que papel é que tenho que escrever
Quais são as palavras, que tenho que usar








Com tantos retratos começa a sonhar
Baila num labirinto cheio de revolta
Aonde os espelhos não a deixam lutar
E os reflexos ficam a olhar à sua volta







Do passado não reza um futuro que está perto
Aonde ela pede o sol e amaldiçoa a tempestade
Será sonho, pesadelo, errado ou apenas certo
Será o desejo de um beijo,
ou apenas mera saudade





Eu cambaleio

pelas veredas escuras

da loucura

Dessa doença que não tem cura

Neste caminho que não tem fim






E vou por ali a cambalear…,


cambaleio, mas não caio

Magoam-me, mas não morro

Espero, mas ela não chega

Nem sequer se lembra,

dos gritos que não quis ouvir

De quem a chamou,

mas ela não veio


De quem a amou,

mas ela…





E ao fim do dia,

fico sozinho e só…

Embriagado pela escuridão de quem vê

Esperei o sol, fiquei com a lua

Cambaleei naquela vereda escura

Mas ouvi o teu nome…,

e morri feliz








NOTA: A meias com Fernando Pessoa
... que arrogância a minha !!

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