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sábado, fevereiro 06, 2010

O sangue de uma guitarra a chorar

A miséria
gosta de companhia
E a ouvir isso
eu estou a gostar
E vejo o significado
daquilo que eu via
Para que num papel,
eu o possa apontar


Atrás de uma janela
eu estou
Perto de um
vigésimo terceiro andar
Saltar
é o desejo que me passou
Por medo de cair
e me magoar



Não consigo escrever
uma canção de amor
Pelo menos assim
como eu estou
Não consigo cantar
a esperança sem a dor
Pois mudo vai na estrada,
aquele que eu sou



A vida ficou
tão diferente
desde do dia
em que te foste embora
Canto para ela,
perdida no meio da gente
Agora que a guitarra,
nos meus braços chora



Esta televisão
estava farto de ver
Apenas tinha
vontade de gritar
Lá fora o mundo
está arder
Cá dentro,
eu não consigo acreditar



Por cada dia que passa
estou a morrer
Começa no berço
acaba no caixão
Às vezes fico insensível
ao meu próprio ser
Que não sinto a doer,
o meu próprio coração



Para uma folha de papel,
fico a olhar
Não sei o que nela
ei de escrever
O meu último cigarro
está a acabar
Vou apagar as luzes,
e esquecer



Talvez amanhã,
vá me sentir diferente
Mas agora na desilusão
não sei o que dizer
No fundo,
sou gente no meio da gente
Que em passo apressado,
depressa me irá esquecer



....

Adaptação/tradução semi-livre da música que vai tocando por aqui...
uma brincadeira que eu já não fazia à muito tempo....