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segunda-feira, julho 27, 2009

DES_ESPERO



ela foge da alegria que não fica
pelo vazio da vontade em querer
desculpa-se ligeira de quem critica
por conta daquilo que queria ter




tenta encurtar o rumo que lhe foge
e amarga aquilo que não foi um erro
guarda aquilo que ninguém escolhe
gritando a dor à luz de um segredo











pesada a distancia que voa sem destino
na brisa quente que ecoa em silêncio
trazia na boca a rosa e o espinho
e na alma a dor de um só lamento






Foi ela aquela que nela a separa
da linha que nasceu do desespero
Choraste a dor às mãos de uma alma
com a chuva que a cair eu espero












sábado, maio 30, 2009

Trilogia de uma mulher desesperada - Parte III



E chegas ao fim numa linha sem um horizonte
e vogas sobre o vazio que se abre a teus pés
é alta a falésia no fim de uma rua sem ponte
e a dor que sentes, por não seres quem tu és








Cambaleaste entre o muro e as ruas repetidas
e caiste nos braços do desdém e do desagrado
de joelhos guardas lágrimas nas tuas feridas
e no rosto as tatuagens do desespero marcado










Vejo-te assim à distancia uma mulher perdida
que se deixa levar sem sentido pela ausência
da sombra que se perdeu nela por ela na vida
como uma semente que não germina pela doença







Vejo-te ó mulher, presa a um desespero mortal
por tudo o que te falha numa vida sem sentido
é o amor, a criança, é vida sem cor e sem sal
num desespero que te come os sinais de perigo





Trilogia de uma mulher desesperada - Parte II







Oh sombra que passas indolente pela rua
calada num silêncio vertido na multidão
vais vestida de cinza com a tua alma nua
cruzando o destino com almas sem coração











Procuras o esvaziar da ausência presente
nas esquinas que
escondem nele o querer
pela sombra que busca em redor o que sente
nesse teu coração ferido pelo acto de bater






Vês-te presa ao rumo da pedra da calçada
que te leva embriagada para outro destino
onde o sentimento voa contigo arrastada
por entre os empurrões de um mero vizinho






Refugiada, deixas-te ficar num beco a caminho
pela história que te deixou tão maltratada
ela guarda a dor num copo de três com vinho
adormecendo uma mulher simplesmente desesperada






terça-feira, maio 12, 2009

Trilogia de uma mulher desesperada - Parte I

vislumbro-te no aceno de uma pétala
no mergulho de uma mulher já louca
que abre as pernas por quem desespera
na raiva contida que ficou à solta



















vejo-te na coragem oca de quem grita
presa às palavras de quem te engana
Onde o acto não te dá aquilo que tira
numa soma negativa, numa conta estranha



















Respiro-te, no fumo amargo do cigarro
no suor despendido pelo prazer ausente
no pensamento vazio,distante e bizarro
de um corpo com uma sombra diferente



















Tenho-te, à distancia de um mero olhar
entre as janelas que cruzavam a vida
na tua a chuva imitava a voz do chorar
de uma mulher desesperadamente possuida