
ela foge da alegria que não fica
pelo vazio da vontade em querer
desculpa-se ligeira de quem critica
por conta daquilo que queria ter
tenta encurtar o rumo que lhe foge
e amarga aquilo que não foi um erro
guarda aquilo que ninguém escolhe
gritando a dor à luz de um segredo

pesada a distancia que voa sem destino
na brisa quente que ecoa em silêncio
trazia na boca a rosa e o espinho
e na alma a dor de um só lamento
Foi ela aquela que nela a separa
da linha que nasceu do desespero
Choraste a dor às mãos de uma alma
com a chuva que a cair eu espero










