Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias. Mostrar todas as mensagens

sábado, abril 03, 2010

A Nau & O Veleiro






Eu sei que desta vez
ela se vai embora
Ouvi a vela da nau
a gritar adeus
E um veleiro partido,
afoga-se agora...
Quando perde a rota
que alguém lhe deu









Tu dizeste-me
que criaste mil rios
E eu prometi
que não fugia para costa
Deixaste-me afogado
entre os navios
no amar de quem salvo
apenas gosta







Estou a rezar
para encontrar a corrente
que me levou de longe
para perto de ti
desejo na face
aquela brisa doce e quente
de uma proa a tocar
a vela aonde eu te vi









Quando tu navegavas
junto ao horizonte
eu era a corrente
na onda que te levava
num rumo traçado
em segredo pela ponte
na voz da bússola
pela quilha guardada









Assaltavamos nas ondas
aqueles dois piratas
e venciamos com o vento
a nossa esperança
lutavamos pelo sal
num beijo de prata
á sombra de uma caveira
espetada numa lança










Tu foste a nau
que me levou a outros mundos
e eu fui o veleiro
que te fez sempre duvidar
e numa batalha vazia
fomos os dois ao fundo
ao encontro de quem somos
no fundo do mar



sábado, março 27, 2010

Um trago de bêbado...

Isto agora é um aparte, por uma noite de fraqueza, por uma noite onde alguém tremeu no preciso momento em que olhou para uma folha de papel tão virgem e pura.



Como te posso querer escrever o que quero escrever, quando só desejo beber desta outra forma que se esconde por detrás de cinco dedos fechados com raiva em forma de punho. Como escrever palavras entorpecidas por esta mistura tão amarga que me queima as entranhas levando-me a senti-la e a pensar que a sinto !!



É só um copo, uma anestesia para não sentir a dor e esquecer o dia, é só encher a boca com álcool para que ela não se encha com palavras que nascem no coração e que assim, quem sabe talvez as consiga afogar.



E o silêncio que acompanha o formal movimento de um braço que se ergue e que é tão profundo que quase consigo escutá-lo.



Mais um copo e agora brindo a ti vida maravilhosa que me pões um anjo à frente e depois dizes que não o posso ter porque ela tem que amar o seu deus...., somente o seu deus. Filho da puta esse deus..., cobarde este reles crente em coisa alguma.



Porquê esta realidade fechada onde calado só me resta a voz do coração e uma raiva que se perpetua e se agiganta à mesma velocidade com que bebo constantes medidas de álcool puro.



Tragam-me dor...., mentiras que amansem o meu coração, paradoxos e contradições..., tragam-me força bruta nas mãos de alguém que me fira o corpo mas que me poupe a alma.



Como é dificil beber calado..., em vez do silêncio mais me faz falar e..., talvez só dizer tolices.



Mais um brinde !!!



- Onde tu estás Mar !!



- Onde estás...



E em resposta o que se ouve mais não é que um grito desumano que trespassa a noite e que me faz ficar atento sobre se gritei por ti por amor, ou se foi mero reflexo de uma raiva despertada por um balde de gin



Já não sinto as mãos nem os lábios, mas o coração não se embriaga nem a alma fica muda ou é escutada. Olho mas também já não consigo olhar porque está tudo a ficar turvo e já escrevo sem saber se o estou a fazer...



Só mais um copo e depois paro...,



mas é que eu só queria dizer que... te amo..., ah,ah,ah.



Só mais um e depois eu peço que o afastem.



.....



Afastem essa merda de mim porque basta-me a ti oh deusa para que me consuma fechado numa redoma de silêncio onde a qualquer momento digo que vou gritar mas que também sei que nunca vou ter a coragem para o fazer.



Talvez só mais um copo....



Se as mãos deixarem de tremer eu juro que vou emergir deste quarto para um mundo, feito um homem novo, despido de sentimentos e frio como uma pedra de gelo.



Vou dizer que não te amo ou talvez pior....,dizer que te amo.



É engraçado esta coisa da bebida porque agora tu estás aqui à minha frente.



- O que é fazes ai Mar !?!



- Para onde vais !?!



Mar...



Mar, irmã dela, palavra ainda facil de pronunciar por entre as palavras que tombam sobre peso desta bebedeira dantesca.



Agora eu juro que é o último...



De que adianta ter boa vontade e querer inventar pecados para ser igual a ti, se tu não pecas e te afastas de mim da mesma forma que ele se aproxima dos meus lábios com mais uma dose de veneno. Talvez o mundo não seja tão grande e eu apenas durmo sonhando um pesadelo e talvez este gin me faça acreditar que quando acordar tu não existes, e eu não me perco nem morro no veneno que é a minha AUSÊNCIA.



Mas não, eu quero perder-me ainda mais...



Quero me perder em mais um beijo amargo, e agora que tombei sobre a linha de uma sombra e as poucas estrelas que vejo acima de mim pouco mais fazem do que anunciar a chegada da noite, deito-me e penso na possibilidade de adormecer.



Acho que me vou embriagar até que esqueça....







NOTA: Este texto foi fruto de um duplo momento de total embriaguez e de uma posterior serena sobriedade
Meu deus que bebedeira... entrou directamente para o top 3 e foi a unica fora dos tempos da faculdade...

QUESTÃO: Já alguma vez embebedaram-se por razões do coração ????

quinta-feira, março 25, 2010

a água nunca deixa de abraçar a praia....

Ontem regressei a lado nenhum, tão bem perto d`onde fica tudo, no mesmo sitio onde o vento brinca com a lua e o mar tem o sabor do teu riso forte e sincero.



Foi lá na magia d`areia, que a maresia trouxe o sabor da tua boca à minha, e fez esquecer tudo e apenas saborear....



Regressei à Rocha, numa viagem de 2 dias e fui, sozinho, deitar-me num areal vazio e frio pelas agruras do ainda Inverno ao mesmo tempo que apreciava no horizonte escuro uma tempestade a brincar às escondidas com a calmaria que permanece desejada no coração de todos os pescadores.



E foi ali, deitado, que voltei a sentir-me prisioneiro da minha própria vontade em me prender.




Foi ali, no regresso a um passado cada vez mais sereno, que reparei que a água nunca deixa de abraçar a praia....

sábado, março 06, 2010

Pescador...

(...)

Cá me encontro naquilo a que designo de quarto.
Começo a sentir cá dentro um “bichinho” da falta do que fazer, do que conhecer, enfim, sinto saudades de coisas novas, coisas desejosas de serem descobertas.
Estes dias têm sido estranhos, tão estranhos quanto o fenómeno das cabeças caídas em Lloret de Mar, ou talvez ainda pior….
A questão da pseudo-metamorfose.
Honestamente sinto-me na pele do camaleão, sabes aquele que muda de cor constantemente ou até mesmo para ir mais além na pele de F.Kafka e da sua metamorfose….
Afinal de que é que eu estou a falar ?
O que é certo que sempre que estou a ouvir U2, as palavras que escrevo tendem a ficar desconexas….
Agora passa uma das mais lindas do Bono e do Edge.
“ So Cruel “.
Bem, mas não foi para voltar do concerto mais esquisito que vivi que eu te escrevo.
Escrevo-te para uma vez mais partilhar contigo algo que até eu nem sei o que é e muito menos para onde vai…
Aliás, tudo aquilo que passámos nunca teve um destino concreto, foi sempre uma história que ambos escrevemos e vivemos sem nos preocuparmos com o possível final, se é que tem final....
A minha vida recomeça. Não como quando nascemos, mas é semelhante, agora vou mergulhar no escuro da vida, não sei ao certo o que me espera ou que o mundo espera de mim, e quando nascemos encontramos luz e já nos esperam há 9 meses….
Desejo que comece a chuva, o frio, o vento, enfim tudo aquilo que vem proporcionar um bem estar em casa, no aconchego de um quente e aconchegante cobertor e valorizar o calor humano que nestas estações mais frias é mais requerido.
No fundo ainda me estou a ressentir da tal falta de carinho, a tal carência de que te falei….
Gostava de estar permanentemente ocupada e rodeada de pessoas, pois cheguei à estranha conclusão que a solidão entristece-me e enfraquece-me, decididamente sou uma humanista….Decididamente também é a qualidade exuberante da música que os U2 proporcionam….Não sei mais que te dizer…. As palavras neste momento encalham os pensamentos que são demasiados para os conseguir capturar pela linguagem….Ás vezes gostava de ser outra pessoa, noutro corpo, noutra alma….



“ SOMEONE ELSE, SOME PLACE ELSE…”



“ I’m not like them
but I can pretende
The sun is gone
But I have a light
The day is done
But I’m having fun
I think I’m dumb…
Or maybe just HAPPY…”

“Dumb” – Nirvana



Bem, meu caro, vou ficar por aqui esperando que Algo surja…, ou então que eu resolva procurar Algo…







Sempre (...)






(...)

Até breve eterno pescador….



PS: ….



sábado, fevereiro 27, 2010

Uma tarde agradável no dentista ...

Dia 22 de Fevereiro de 2010

Tive um problema num dente e tive que ir ao dentista com alguma urgência, mas não podendo recorrer ao meu dentista habitual, arrisquei num que fica perto do local onde eu trabalho.
Fui lá e tive um tratamento muitissimo eficiente, tendo ficado muito satisfeito com os resultados.
Porém as idas ao dentista não costumam ser uma experiência agradável  nem nos deixam recordações marcantes.
No entanto, desta vez foi diferente porque o mais agradável desta ida ao dentista, foi o facto de estar a ser tratado, com a boca aberta e ao mesmo tempo estar a olhar para os olhos mais lindos que alguma vez eu já vi numa mulher. Definitivamente uma mulher dentista linda de morrer com olhos cor do céu acaba por ter um efeito parecido com a anestesia e com a vantagem de que não temos que apanhar com a injecção.


Só não percebi porque é ela me deu anestesia!!


NOTA: Esta barca também serve para isto...,  guardar pequenos agoras para poder recordá-los quando eles já forem outroras...

NOTA: Banda sonora: The Who - Behind Blue Eyes

domingo, janeiro 31, 2010

Memórias...




















a vida é voar, não é ....

sábado, novembro 28, 2009

Conjugação do Verdo Adorar ( Bau de Memórias )

Adorei  os mergulhos que demos num Atlântico que parecia ser, naquele momento, muito mais azul que no princípio das férias.


Adorei  a sueca, apesar de uma certa frustração quanto aos resultados, mas por outro lado, acho que a parceria em tal jogo nunca será um futuro desportivo em comum.


Adorei  o seu gosto musical (acho que gosto mais de U2 agora do que a um mês atrás…) e a forma como ela vive a música.


Adorei  o nosso Wimblendon especial em terra batida, os seus serviços e passing shots de direita.


Adorei  o reflexo do espelho que fui encontrar no Algarve.


Adorei  o bife à Diana.


Adorei  os passeios que dávamos e cujo destino final escrevia-se sempre com a palavra farol, independentemente de termos a lua ou o sol por companhia (…mentira, gostava muito mais quando era a lua a fazer-nos companhia…).


Adorei  vê-la sozinha a contemplar o mar, perdida por entre pensamentos que valeriam de certeza mais do que os cinquenta centavos que lhe ofereci…, e ela estava lá tão perdida como perdidos ficavam os seus cabelos a flutuar nas mãos do vento.


Adorei  as conversas, as suas opiniões, a sua perspectiva do mundo.


Adorei  a forma como ela falava com poesia na boca.


Adorei  a rosa que me deu na noite em que nos despedimos.


Adorei  a sua sinceridade e a enorme capacidade de compaixão.


Adorei  a sua força, a sua garra e o seu carácter.


Adorei  sentir o calor da lua em noites de lua quase cheia.


Adorei  a forma como ela prometeu que iria deixar de fumar.


Adorei  a coruja que esvoaçou de uma conversa.


Adorei  o seu sorriso e as suas pestanas (don’t ask why !?!).


Adorei  ouvi-la falar de teatro e de futebol.


Adorei  o filme “Anaconda” mesmo sem o ter visto.


Adorei  apanhar banhos de sol junto do corpo dela.


Adorei  ter me despedido com ela dos nossos mais queridos amigos, a lua, o pontão, o farol e o mar.


Adorei  ouvi-la a cantar a canção do zás.


Adorei  a forma como ela escreve prosa, utilizando a caneta como pincel e as letras como tinta.


Adorei  o seu sentido de equilíbrio e a forma despreocupada como se veste.


Adorei  a capacidade que teve, que tem e que terá, em me surpreender.


Adorei  o café que me pagou na fortaleza.


Adorei  o recibo das portas do paraíso.


Adorei  sentir a sua cabeça no meu ombro.


Adorei  os beijos e o beijo de despedida.


Adorei  conhecê-la.


Adorei-te 
... 


Adoro o verbo adorar…

domingo, novembro 22, 2009

Balada (s) de um Pescador






As mãos brancas
despidas na praia
Brincavam só,
com flocos de neve
E os olhos vazios,
presos pela teia
Procuravam a brisa,
suave e leve











E de tão longe,
então ecoou
A voz salgada
de uma sereia
Que aos ouvidos,
me levou
O pulsar do sangue
a correr na veia






Os olhos eram
verde esperança
E o corpo oh deus
tão formosa!!
As linhas guardadas
numa trança
E na boca…,

uma rosa orgulhosa…






Deu-te o corpo
na alma de uma mulher


Falou-te do vento
nas estrelas do mar
Escreveu sozinha,
o que podias ter
E disse o que disse,
para alguém amar







Mas cada reflexo,
falou durante horas
Agarrado ao corpo
de uma doce flor
E no sopro do vento,
vieram as trovas


Estrofes feridas,
criadas pela dor







E a noite escura,
então caiu
E as palavras levadas,
não ficaram
A sereia disse adeus
e sozinha partiu
E nessa noite,
as estrelas choraram




NOTA: Pequena aventura do Pescador

que mereceu uma recordação

ornamentada por palavras e rimas !!


terça-feira, agosto 04, 2009

Memórias... guardadas !!


Cabanas - Quinta do Anjo



Palácio dos Condes do Redondo














Castelo de S.Jorge




Semana Académica de 1992


















Restauradores ...
Virgin - CD dos Nirvana















sabor a canela a queimar a alma...
































Numeros....





























ESCOLA PRIMÁRIA
















2.º CICLO



LICEU









;-)





























Refugio da Pescador



















Cabanas - Fonte da Telha
























Tamariz









iF I...
























AS MíUDAS DA LINHA














Good Feelings vs. Bad Feelings














Great Souls vs. Little Characters
















































PONTÃO DA ROCHA
1991 - 1997 - 2006


















































PRAIA D.ANA - LAGOS




















DISCOTECA SEAGULL
























GINJINHA












MADREDEUS, SÉTIMA LEGIÃO, E UM GRANDE SE ....









MUITOS ALMOÇOS, MUITAS HISTÓRIAS






ROCHA












....











O CONCERTO DA MINHA VIDA