domingo, novembro 22, 2009

Balada (s) de um Pescador






As mãos brancas
despidas na praia
Brincavam só,
com flocos de neve
E os olhos vazios,
presos pela teia
Procuravam a brisa,
suave e leve











E de tão longe,
então ecoou
A voz salgada
de uma sereia
Que aos ouvidos,
me levou
O pulsar do sangue
a correr na veia






Os olhos eram
verde esperança
E o corpo oh deus
tão formosa!!
As linhas guardadas
numa trança
E na boca…,

uma rosa orgulhosa…






Deu-te o corpo
na alma de uma mulher


Falou-te do vento
nas estrelas do mar
Escreveu sozinha,
o que podias ter
E disse o que disse,
para alguém amar







Mas cada reflexo,
falou durante horas
Agarrado ao corpo
de uma doce flor
E no sopro do vento,
vieram as trovas


Estrofes feridas,
criadas pela dor







E a noite escura,
então caiu
E as palavras levadas,
não ficaram
A sereia disse adeus
e sozinha partiu
E nessa noite,
as estrelas choraram




NOTA: Pequena aventura do Pescador

que mereceu uma recordação

ornamentada por palavras e rimas !!


2 comentários:

Bruma disse...

Sabes o que dizem sobre os cânticos das sereias? ...que não se devem escutar os seus cânticos... pois estes tinham o poder de encantar os homens e levavam os navegantes atirar-se ao mar...
Como se elas precisassem de ser salvas... das garras do Rei Neptuno! ;)))

bjitos

Iruvienne disse...

=) a musica ja nao me diz muito, de outros tempos nos quais nao fui embalada, mas o poema... gosto, gosto sempre das palavras, acho que roubo pelo menos a primeira estrofe.

N. .. nao sei responder às minhas perguntas.. ou pelo menos não à maioria. e nao sei bem o que faça com elas..