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Por entre ondas vencidas e rotas incertas, sigo o rasto da espuma de um olhar ....

Oh mar, doce mar…
Quem te sentiu, oh mar !?!
Não tu, mar azul
De naus partindo à descoberta
De marinheiros e sereias
De corais azuis
e valentes estrelas amarelas
Não o mar de todos os ruídos
Das ondas que morrem na praia
E que levadas até ela foram
Pelos braços de uma maré azul
Não o mar salgado
Das gaivotas e das conchas
Da areia…
e das algas pintadas de verde
Então que mar,
que não este mar !?!

O mar…
Aquele que é mar e não sonho
Que é raiva e angustia
Que é revolta contida
e desejo adormecido
O mar
Que é silêncio e espuma
Lábios sangrados
e lágrimas derramadas

O mar
Do não repartido
e do sonho afrontado
Do desespero repetido
e mil vezes temido

O mar do sal …,
e do teu beijo
Oh mar,
Mas afinal,
quem te sentiu,
oh mar !?!
*

*

* ... Agua ...
*
*
Ergo o copo,
e brindo pela vida de uma rosa
que já não o é,
pois cinza é o metro e a cor dela... .
O sol piscou-me o olho
e contou-me uma anedota
mas já me esqueci
só me quero lembrar
o como ela era bela
*
... Rio ...
*
Talvez me engane
esse teu olhar
Talvez já não seja certa
a cor do céu
talvez já não faça sentido
haver azul no mar
talvez seja outro o destino,
daquele que ontem
fui eu
... Tejo ...
*
... De mim à estrela
um passo me separa
... e ergo o copo
e brindo pela vida de uma rosa
... talvez me engane
esse teu olhar
... e não seja poesia
aquilo que eu escrevo aqui
em prosa
*
... Azul
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.*
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...engraçado,
agora vejo que foi necessário escrever-te adeus
para te chamar pelo teu nome.
.*
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nota: hoje, um pouco assim
a preto e branco